O linfoma é um tipo de câncer do sangue que se desenvolve no sistema linfático e muitas vezes evolui de forma silenciosa, com poucos sintomas no início. Ele pode acometer diferentes regiões do corpo, como pescoço, axilas, tórax, abdômen e virilha, e exige diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura.
No Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), em Curitiba, a avaliação é feita por hematologistas e oncologistas especializados em linfomas, com abordagem multidisciplinar e acesso a tratamentos modernos, como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea, quando indicado.
O que é linfoma?
O linfoma é um câncer que tem origem nas células do sistema linfático, estrutura responsável pela defesa do organismo contra infecções e outras doenças. Ele se desenvolve principalmente em linfonodos (gânglios linfáticos) localizados no pescoço, axilas, virilha, tórax e abdômen. Existem dois grandes grupos de linfoma:
- Linfoma de Hodgkin (LH): responde por uma menor parcela dos casos de linfoma e é mais frequente em adolescentes, adultos jovens e em pessoas por volta dos 60 anos.
- Linfoma não Hodgkin (LNH): é o tipo mais comum de linfoma e costuma acometer principalmente pessoas idosas.
Incidência do linfoma no Brasil
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), milhares de novos casos de linfoma não Hodgkin são diagnosticados a cada ano no Brasil, em homens e mulheres, reforçando a importância da atenção aos sinais e sintomas e da realização de consultas regulares com especialistas.
Principais causas e fatores de risco do linfoma
A maioria dos casos de linfoma tem causa desconhecida, mas há alguns fatores associados ao desenvolvimento da doença.
- Alterações genéticas (mutação no DNA): mudanças em genes das células de defesa, que podem provocar divisão celular descontrolada ou impedir a morte celular programada.
- Histórico familiar: ter familiares de primeiro grau com diagnóstico de linfoma pode aumentar o risco.
- Imunossupressão: doenças ou tratamentos que enfraquecem o sistema imunológico também podem estar relacionados a alguns tipos de linfoma.
Nem todo paciente com esses fatores de risco terá linfoma, mas conhecer essas informações ajuda na vigilância e na busca por avaliação médica precoce.
Sintomas do linfoma: sinais para ficar atento
O linfoma é considerado uma doença silenciosa porque seus sintomas podem ser inespecíficos e confundidos com outras condições comuns.
Alguns sintomas gerais que podem estar presentes em linfomas incluem:
- Cansaço ou fraqueza persistentes.
- Febre, geralmente baixa e prolongada, sem causa aparente.
- Sudorese noturna intensa.
- Perda de peso sem motivo aparente.
- Dores pelo corpo.
- Coceira na pele (prurido) sem lesões aparentes.
- Surgimento de nódulos (ínguas) em regiões como pescoço, axilas e virilha.
Sintomas de linfoma por região do corpo
- Pescoço, axilas e virilhas: aumento de linfonodos (ínguas) indolores, que podem crescer progressivamente.
- Tórax: tosse, falta de ar, sensação de aperto ou dor torácica, quando há linfonodos aumentados na região do mediastino.
- Pelve e abdômen: sensação de estômago sempre cheio, desconforto abdominal, distensão ou aumento do volume abdominal.
Caso esses sinais persistam por semanas, é importante buscar avaliação médica para investigação. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido.
Como é feito o diagnóstico do linfoma?
O diagnóstico de linfoma é feito por meio da avaliação clínica, exames de imagem e exames laboratoriais, incluindo biópsia de linfonodo ou de outras áreas suspeitas.
- Consulta com especialista: o hematologista ou oncologista avalia sintomas, histórico clínico e realiza exame físico detalhado.
- Exames de imagem: ultrassom, tomografia computadorizada, PET-CT e outros exames ajudam a avaliar a extensão da doença.
- Biópsia: remoção parcial ou total de um linfonodo para análise em laboratório, confirmando o tipo de linfoma.
- Exames de sangue: avaliam o estado geral do paciente e podem auxiliar na caracterização da doença.
No IOP, o diagnóstico é conduzido por equipe experiente, com integração entre hematologia, oncologia clínica, radiologia e patologia, o que permite definição precisa do tipo de linfoma e do melhor plano de tratamento para cada paciente.
Tratamento do linfoma
O tratamento do linfoma é individualizado e depende de fatores como tipo de linfoma (Hodgkin ou não Hodgkin), estágio da doença, idade do paciente, comorbidades e resposta ao tratamento.
Entre as principais opções terapêuticas estão:
- Imunoquimioterapia: combinação de quimioterapia com anticorpos monoclonais (imunoterapia) para atacar especificamente as células do linfoma.
- Radioterapia: pode ser indicada em associação à quimioterapia, principalmente em estágios iniciais ou em situações específicas.
- Transplante de medula óssea: em casos selecionados, especialmente em linfomas agressivos ou em recaída.
Alguns linfomas são pouco agressivos e têm evolução mais lenta, enquanto outros são mais agressivos e exigem início rápido do tratamento. Em ambos os casos, o acompanhamento especializado é essencial para obter as melhores taxas de resposta e controle da doença.
Taxa de cura e prognóstico
Assim como em outros tipos de câncer, muitos linfomas apresentam altas taxas de cura quando diagnosticados e tratados precocemente. Fatores como estágio da doença, tipo de linfoma, idade e estado geral de saúde influenciam diretamente o prognóstico.
Prevenção e hábitos saudáveis
Não existe uma forma garantida de evitar o linfoma, mas algumas atitudes ajudam a manter o sistema imunológico mais saudável e podem contribuir para reduzir o risco de vários tipos de câncer.
- Manter alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e alimentos naturais.
- Praticar atividade física regularmente.
- Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
- Realizar consultas médicas periódicas e exames de rotina.
Estar atento ao próprio corpo e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes é fundamental para o diagnóstico precoce.
Quando procurar um hematologista ou oncologista?
A orientação é buscar um especialista quando:
- Nódulos (ínguas) em pescoço, axila ou virilha não desaparecem após algumas semanas.
- Há perda de peso não intencional, febre prolongada ou sudorese noturna intensa.
- Surge cansaço importante, falta de ar ou dor torácica sem causa aparente.
No IOP, em Curitiba, o paciente encontra equipe multidisciplinar especializada em linfomas, estrutura completa para diagnóstico, tratamento oncológico e suporte integral durante todas as fases do cuidado.
Tratamento do linfoma no IOP
O Instituto de Oncologia do Paraná é referência em oncologia na região, com unidades no Batel, Centro Cívico, Mossunguê e Hospital São Marcelino Champagnat em Curitiba.
A instituição oferece:
- Equipe de hematologia e oncologia clínica com experiência em linfomas.
- Serviços de quimioterapia, radioterapia (em parceria com a Oncoville) e transplante de medula óssea, quando indicado.
- Apoio integral com nutrição, psicologia, fisioterapia, educação física oncológica e enfermagem especializada.
- Participação em pesquisa clínica e acesso a protocolos modernos de tratamento.
Se você apresenta sintomas suspeitos de linfoma ou já recebeu esse diagnóstico, agende uma consulta para avaliação com um especialista do IOP.
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Perguntas frequentes sobre linfoma
O linfoma tem cura?
Sim. Muitos tipos de linfoma têm altas taxas de cura, principalmente quando diagnosticados precocemente e tratados com protocolo adequado.
Todo caroço no pescoço é linfoma?
Não. Ínguas e nódulos podem surgir por infecções e outras causas benignas, mas qualquer aumento persistente de linfonodos deve ser avaliado por médico.
Linfoma é contagioso?
Não. O linfoma não é uma doença contagiosa e não se transmite de pessoa para pessoa.
Qual médico trata linfoma?
O linfoma é tratado principalmente por hematologistas e oncologistas, que podem atuar em conjunto com outras especialidades, conforme o caso.
Como marcar consulta para investigar linfoma no IOP?
O atendimento pode ser agendado por telefone, WhatsApp ou pelos canais de contato disponíveis no site do IOP.



