Descubra como o Março Lilás reforça o rastreamento com Papanicolau e a vacina contra HPV
O Março Lilás é o mês de conscientização dedicado à prevenção do câncer de colo do útero, um dos tumores femininos mais preveníveis quando vacinação, rastreamento e diagnóstico precoce caminham juntos. No dia 26 de março, data central da campanha, o foco é reforçar que manter o exame preventivo em dia e a imunização contra o HPV pode literalmente salvar vidas.Por que o Março Lilás é tão importante para a saúde feminina?
No Brasil, o câncer do colo do útero permanece entre os tumores mais incidentes na população feminina. A publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), projeta cerca de 19.310 novos casos por ano no país, o que corresponde a uma taxa estimada de 17,59 casos a cada 100 mil mulheres. Esses números mostram como é essencial fortalecer políticas públicas que ampliem a vacinação contra o HPV, o rastreamento organizado com o exame Papanicolau e o acesso ao diagnóstico precoce em todas as regiões do país.HPV: principal causa do câncer de colo do útero
A infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa do câncer de colo do útero e está presente em praticamente todos os casos desse tipo de tumor. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual. Na maioria das pessoas, a infecção é transitória e o sistema imunológico elimina o vírus espontaneamente. Porém, quando o HPV permanece no organismo por muitos anos, podem surgir alterações nas células do colo do útero que evoluem para lesões precursoras e, depois, para câncer invasivo. É justamente nesse período de alterações iniciais que o rastreamento com exame preventivo tem maior impacto, permitindo tratar as lesões antes que elas se transformem em câncer.Papanicolau: o exame que detecta alterações antes do câncer
O exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, é o principal método de rastreamento do câncer de colo do útero. Ele é recomendado para pessoas com colo do útero, entre 25 e 64 anos, que tenham vida sexual ativa. O exame coleta células do colo do útero e permite identificar alterações que surgem muito antes do desenvolvimento do câncer. Quando alterações são detectadas precocemente, é possível intervir com tratamentos menos agressivos, com altas taxas de cura e maior preservação da qualidade de vida. Em alguns protocolos de vigilância, especialmente acima dos 30 anos, testes para detecção do DNA do HPV vêm sendo incorporados para identificar quem tem maior risco e precisa de acompanhamento mais próximo.Desafios no Brasil: cobertura de exames e rastreamento organizado
Mesmo sendo um câncer com grande potencial de redução por meio do rastreamento, o Brasil ainda enfrenta desafios importantes. A cobertura do exame Papanicolau variou nos últimos anos, impactando a detecção de lesões precursoras que poderiam ser tratadas antes de se tornarem um câncer invasivo. Ampliar o acesso ao exame preventivo, garantir a regularidade dos exames e organizar programas de rastreamento são passos fundamentais para consolidar avanços em prevenção, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social.Sintomas do câncer de colo do útero que exigem atenção
Nos estágios iniciais, o câncer do colo do útero pode não causar sintomas, o que torna ainda mais importante manter os exames em dia, mesmo sem queixas. Em fases mais avançadas, alguns sinais podem aparecer e merecem avaliação médica imediata:- Sangramento vaginal fora do período menstrual;
- Sangramento após relações sexuais;
- Dor pélvica persistente;
- Corrimento vaginal anormal e persistente.



