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Teratoma de ovário pode se tornar câncer?

Teratoma é um tumor que pode ser benigno ou maligno

Possivelmente, você já deve ter visto na mídia casos de pessoas que tiveram a retirada de tumores enormes, pesando mais 5 kg, ou mesmo de tumores com cabelo, dentes, unhas, etc. O caso mais recente noticiado foi de uma mulher nos Estados Unidos, com 28 anos, que retirou um teratoma – tumor de cerca de 9 kg que estava crescendo em seu ovário. Mas como isso ocorre?

O teratoma é um tipo de tumor formado por vários tipos de células germinativas que após se desenvolverem podem dar origem a diferentes tipos de tecido do corpo humano. Essas células, quando visualizadas sob microscópio, se parecem com cada uma das três camadas de um embrião em desenvolvimento, ou seja, é muito comum que nesse tipo de tumor surjam, por exemplo, cabelos, pele, dentes, unhas e até dedos. Esse tipo de tumor costuma ocorrer com mais frequência em mulheres nos ovários, já nos homens, no testículo. Mas vale salientar que o teratoma pode se desenvolver em qualquer local do corpo.

“Esse tumor pode apresentar uma forma benigna e outra maligna, denominadas teratoma maduro e teratoma imaturo, respectivamente. O teratoma maduro também é conhecido por cisto dermoide e costuma afetar geralmente mulheres em idade reprodutiva (segunda e terceira década de vida). Já os teratomas imaturos tem comportamento maligno, logo, com potencial para disseminação para outros locais, exigindo abordagens ativas de tratamento como cirurgia e eventualmente quimioterapia”, cita a oncologista clínica Tabatha Nakakogue Dallagnol, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP.

Sintomas

A maioria dos teratomas são assintomáticos e diagnosticados incidentalmente. No entanto, se a lesão apresenta crescimento, pode causar sintomas compressivos como dor local (devido ao efeito da massa), inchaço e até mesmo sensação de pressão em alguma parte do corpo.

Diagnóstico

“Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem auxiliar no diagnóstico diferencial dos teratomas e inclusive possuem papel em estratégias de vigilância/acompanhamento, conforme indicação médica”, aponta a oncologista clínica.

Estratégias de tratamento

A cirurgia é o método de eleição para o tratamento de tais tumores. Embora os teratomas maduros sejam lesões benignas, a ressecção cirúrgica pode ser indicada devido ao risco potencial de crescimento e complicações locais. O manejo dos teratomas imaturos é mais desafiador, já que pode envolver estratégias adicionais de tratamento oncológico como quimioterapia.

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