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Adenocarcinoma: 8 tipos mais comuns, sintomas, diagnóstico e tratamentos disponíveis

Resumo rápido: O adenocarcinoma é um tipo de câncer que nasce em células glandulares do tecido epitelial e pode acometer órgãos como pulmão, próstata, estômago, intestino, endométrio e pâncreas. Quanto mais cedo é diagnosticado, maiores são as chances de controle e cura.

O que é adenocarcinoma?

O adenocarcinoma é um tipo de câncer que se desenvolve nas glândulas do tecido epitelial, responsáveis por produzir muco, enzimas, hormônios e outras secreções. É uma das formas mais comuns de neoplasia maligna e pode surgir em diferentes órgãos, como pulmão, próstata, estômago, intestino grosso (cólon e reto), endométrio e pâncreas.

De maneira geral, esses tumores se formam a partir de alterações genéticas em células glandulares, que passam a se multiplicar de forma descontrolada e podem invadir tecidos vizinhos ou se espalhar para outros locais do corpo (metástases).

 


 

Qual a diferença entre carcinoma e adenocarcinoma?

Carcinoma é qualquer câncer que se origina no tecido epitelial, que reveste a pele, mucosas e vários órgãos internos. Já o adenocarcinoma é um subtipo de carcinoma que surge especificamente em glândulas ou em tecidos com função secretora.

  • Todo adenocarcinoma é um carcinoma.
  • Nem todo carcinoma é um adenocarcinoma.

Entre outros tipos de carcinoma estão o carcinoma espinocelular (ou escamoso), o carcinoma basocelular e o carcinoma de células transicionais.

 


 

Principais tipos de adenocarcinoma

Como as células glandulares estão distribuídas em diversos órgãos, o adenocarcinoma pode aparecer em diferentes locais do corpo. Alguns dos tipos mais frequentes são:

1. Adenocarcinoma de pulmão

É o subtipo mais comum do câncer de pulmão, especialmente em pessoas não fumantes. Costuma se localizar nas regiões periféricas do pulmão e, em geral, apresenta crescimento mais lento que outros tipos, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

2. Adenocarcinoma gástrico

Surge nas glândulas do estômago e é o tipo predominante de câncer gástrico. Está associado a fatores como gastrite crônica, infecção por Helicobacter pylori, dieta pobre em frutas e vegetais, consumo excessivo de sal e histórico familiar.

3. Adenocarcinoma de próstata

É o tipo mais comum de câncer de próstata. Desenvolve-se nas glândulas que produzem o fluido seminal e, em muitos casos, evolui lentamente, mas algumas variantes podem ser agressivas e exigir tratamento precoce e acompanhamento contínuo.

4. Adenocarcinoma colorretal

Acomete o intestino grosso e o reto e responde pela grande maioria dos casos de câncer colorretal. A colonoscopia é o exame padrão para rastreamento, permitindo a remoção de pólipos antes que evoluam para tumores malignos.

5. Adenocarcinoma endometrioide

Ocorre no endométrio, camada interna do útero, e costuma ser diagnosticado em fases iniciais, pois o sintoma mais frequente é o sangramento vaginal anormal, especialmente após a menopausa.

6. Adenocarcinoma de pâncreas

É um dos tumores mais agressivos câncer de pâncreas, muitas vezes identificado em estágios avançados por causar poucos sintomas no início. Dor abdominal, perda de peso e icterícia podem aparecer em fases mais tardias.

7. Adenocarcinoma mucinoso

Caracteriza-se pela produção de grande quantidade de muco e pode surgir em órgãos como intestino, ovário e mama. Em alguns casos, está associado a comportamento mais agressivo.

8. Adenocarcinoma acinar usual

É uma classificação histológica muito utilizada na próstata e descreve o tipo mais frequentemente encontrado nesse órgão em exames anatomopatológicos.

 


 

Grau de diferenciação: bem, moderadamente e pouco diferenciado

O grau de diferenciação indica o quanto as células tumorais se parecem com as células normais do tecido de origem.

  • Bem diferenciado: células mais parecidas com as normais, crescimento mais lento e, em geral, melhor prognóstico.
  • Moderadamente diferenciado: comportamento intermediário, com risco moderado de disseminação.
  • Pouco diferenciado: células mais alteradas, evolução mais agressiva e maior probabilidade de metástases.

 


 

O que é adenocarcinoma invasivo?

O adenocarcinoma é considerado invasivo quando ultrapassa a camada onde se originou e invade tecidos vizinhos. Nessa fase, a doença exige avaliação rápida, estadiamento detalhado e planejamento terapêutico multidisciplinar.

 


 

Adenocarcinoma de próstata, reto e pulmão: o que significam?

O que é adenocarcinoma de próstata?

É o tumor maligno mais frequente em homens no Brasil. Em muitos casos, cresce de forma lenta, mas pode apresentar formas mais agressivas, motivo pelo qual o acompanhamento com urologista e oncologista é fundamental.

O que é adenocarcinoma no reto?

Trata-se de um câncer que surge na porção final do intestino grosso. Pode causar alteração do hábito intestinal, sangramento nas fezes, sensação de evacuação incompleta, dor pélvica e perda de peso.

O que é adenocarcinoma pulmonar?

É o subtipo mais frequente do câncer de pulmão e, quando diagnosticado em estágios iniciais, pode ter mais opções de tratamento e melhores taxas de controle da doença.

 


 

Sintomas de adenocarcinoma

Os sintomas variam conforme o órgão comprometido, mas alguns sinais de alerta comuns incluem:

  • Perda de peso sem causa aparente.
  • Sangramentos (nas fezes, na urina, pela vagina ou em escarro com sangue).
  • Dor persistente em uma região do corpo.
  • Alterações do hábito intestinal, como diarreia, constipação ou mudança no formato das fezes.
  • Falta de ar, tosse persistente ou dor torácica.
  • Cansaço intenso e queda do estado geral.

Diante desses sintomas, principalmente quando persistem por algumas semanas, é importante procurar avaliação médica especializada.

 


 

Como prevenir o adenocarcinoma?

A prevenção depende do órgão e do tipo de adenocarcinoma, mas algumas medidas gerais ajudam a reduzir o risco:

  • Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
  • Manter alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes, verduras e fibras.
  • Praticar atividade física regularmente e manter o peso adequado.
  • Controlar doenças crônicas, como obesidade, diabetes e refluxo gastroesofágico.
  • Realizar exames preventivos, como colonoscopia, mamografia, PSA e exames ginecológicos conforme a faixa etária e orientação médica.

Segundo o oncologista clínico Dr. Luis Felipe Matiusso, responsável técnico do IOP, o diagnóstico precoce é um dos principais fatores que aumentam as chances de cura, especialmente em pacientes com fatores de risco ou histórico familiar.

 


 

Diagnóstico de adenocarcinoma

O diagnóstico costuma envolver uma combinação de exames que permitem identificar o tumor, avaliar sua extensão e caracterizar o tipo de célula envolvida.

  • Exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, colonoscopia, endoscopia ou ultrassonografia, de acordo com o órgão suspeito.
  • Exames laboratoriais, incluindo marcadores tumorais em situações específicas.
  • Biópsia com análise anatomopatológica para confirmação do diagnóstico.
  • Estudos de imunohistoquímica e testes moleculares para definir subtipo e orientar terapias alvo.

 


 

Tratamento do adenocarcinoma

O tratamento depende principalmente do órgão acometido, do estágio da doença, das características do tumor e das condições clínicas do paciente. Entre as opções terapêuticas estão:

  • Cirurgia para remoção parcial ou total do tumor e, quando necessário, de linfonodos comprometidos.
  • Radioterapia, isolada ou combinada com outros tratamentos.
  • Quimioterapia sistêmica, indicada em diferentes fases da doença.
  • Terapias alvo, que atuam em alterações moleculares específicas do tumor.
  • Imunoterapia, utilizada em alguns subtipos de adenocarcinoma, conforme indicação.

Na maior parte dos casos, o cuidado é multidisciplinar, envolvendo oncologia clínica, cirurgia oncológica, radioterapia e equipes de apoio como nutrição, psicologia e fisioterapia.

 


 

Quais são as chances de cura do adenocarcinoma?

As chances de cura variam muito conforme o órgão envolvido, o estágio em que o tumor é diagnosticado e o grau de diferenciação das células. Tumores pequenos, localizados e bem diferenciados tendem a ter prognóstico mais favorável.

  • Tumores detectados em fases iniciais têm maiores taxas de controle e cura.
  • Tumores pouco diferenciados e com metástases exigem tratamentos sistêmicos e acompanhamento prolongado.
  • O acompanhamento regular e a adesão ao plano terapêutico são fundamentais para melhores resultados.

Com os avanços nas terapias oncológicas e o uso de tratamentos personalizados, muitos pacientes com adenocarcinoma conseguem viver mais e com melhor qualidade de vida.

 


 

Quando procurar o IOP em Curitiba?

Se você apresenta sintomas suspeitos, tem histórico familiar de câncer ou recebeu um exame com diagnóstico de adenocarcinoma, é importante buscar avaliação com equipe especializada em oncologia.

O Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), em Curitiba, é referência em diagnóstico e tratamento oncológico, com corpo clínico experiente, estrutura completa e atendimento humanizado ao paciente e à família.

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